E na boa? Nesse momento ele está na cidade mais adoravelmente fria e chuvosa do país.
(Fiz as pazes com Curitiba, e não poderia ser em data mais propícia do que um dia frio e com garoa finiiinha em pleno verão, pra provar que o amor por ela supera tudo. hahaha)
By the way
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Abrir las alas para escapar sin fin, para encontrar libertad lejos de aquí
Hoje, no meu ritual de passeio diário pelos blogs que leio, me deparei com um post em que a menina dizia que nunca parou muito tempo em uma mesma escola, casa, cidade. E essas mudanças constantes a fizeram ter tipo um espírito nômade, que não consegue sossegar em lugar algum, físico ou não. Isso a levou à reflexão do motivo pelo qual ela não se apegava às pessoas, ou desapegava fácil, como se fosse uma forma inconsciente de não sofrer a cada partida.
Eu meio que a entendi, porque já morei em tanto lugar e mudei tanto de escola - só não mudei mais porque uma hora bati o pé e disse para meus pais que pegava ônibus pra ir até minha escola no centro de Londrina, mas não mudaria mais uma vez - que não tenho amigos de infância além daqueles que estão na minha família. Muito menos tenho amigas do colégio, com quem sempre converso e que me conhecem desde a primeira série até hoje. Na verdade eu mal lembro o nome dos meus amiguinhos de quando eu tinha 6 ou 7 anos. Aí eu passei oito anos em Londrina, o que considero tempo o bastante, mesmo com as constantes mudanças de casa. Passei também cinco anos no mesmo colégio, algo impressionante para esse espírito cigano da minha família.
E quando cheguei no meu limite e não aguentava mais Londrina com sua paisagem feia, as pessoas que eu não queria encontrar nunca mais na rua e a perspectiva que eu tinha se fizesse Jornalismo naquela cidade, meu pai recebeu uma proposta de emprego e viemos para Curitiba, um desejo que eu já alimentava há uns dois anos e aumentava toda vez que eu vinha pra cá visitar nossos parentes.
Viemos pra cá em 2005 e em 2006 entrei na faculdade. E desde o dia em que cheguei a Curitiba até hoje já se foram mais de seis anos, tendo mudado apenas uma vez de casa e sem a preocupação de mudança de escola.
Mas eu me acostumei a ter mudanças na minha vida, por mais que resista a elas. É uma coisa meio vergonhosa vindo de uma geminiana, mas eu gosto dessa coisa de saber o que vai acontecer com antecedência e preferir deixar como está a ter que enfrentar algo que pode dar errado.
Ou preferia. Porque sabe, depois que você se acostuma a mudar frequentemente de amigos e de hábitos, a rotina fica muito chata.
A cidade que antes eu achava linda, perfeita, com um clima agradável, hoje não passa de uma capital onde o frio resolveu se instalar de vez e as chuvas a visitam com frequência, fazendo um lindo dia de sol virar um dia horrível, com chuva, frio e vento.
Cansei das pessoas também. Aos meus amigos, peço para que não se ofendam. Na real os amigos que tenho são os melhores ever e eu não os trocaria por outros, mas é aquela velha história "o problema não é vocês, sou eu". Amo vocês de verdade, mas faz parte de mim, em um momento, enjoar da maioria das pessoas que fazem parte da minha vida. Talvez não exatamente das pessoas, mas de como minha vida é previsível com elas. E eu fico angustiada quando parece que estou estacionada em um lugar e não consigo sair dali.
É só que às vezes eu preciso respirar novos ares. Ou pelo menos ficar um mês longe de todo mundo, dessa vida de todo dia, da rotina acordar morrendo de sono - trabalhar o dia todo - me arrastar até o ponto de ônibus - chegar em casa morrendo e enrolar na internet ou fazer freelas - dormir tarde e no outro dia acordar querendo minha cama mais do que qualquer coisa nessa vida.
Sabem, seis anos em um mesmo lugar pode parecer natural para alguns, pouco para outros, mas para mim é a eternidade. Não importa se vou mudar de casa daqui um mês, importa que cansei dessa vida curitibana. Eu quero uma cidade onde o sol não seja um item raro, algo que quando aparece as pessoas comemoram como se fosse chuva no sertão. Eu quero dias ensolarados pelo menos durante oito meses do ano, sem muita chuva ou pelo menos sem ter que pegar ônibus em dias de chuva. Quero um lugar em que eu não saia de casa tremendo de frio e vá para o almoço suando de calor.
Às vezes eu acho que o remédio para minha depressão são as férias de dezembro, ensolaradas, com viagens e praia. Às vezes eu acho que é mais que isso. É vontade de ir pra qualquer lugar em que a vida pareça mais atraente, as baladas sejam menos homossexuais - sorry amigues, eu estou solteira e não curto mulheres, enquanto em Curitiba o número de homossexuais triplica a cada mês - e eu possa arrumar novas atividades e pessoas para um dia enjoar de tudo, enquanto morro de saudades de quem ficou para trás.
Acho que no fundo eu gosto sim de mudanças, contanto que elas sejam benéficas a mim.
Eu só não estou conseguindo alcançar estas mudanças, e é isso que me angustia. Motivo pelo qual ultimamente tenho feito quase tudo por dinheiro e gastado todo ele tentando fechar alguns ciclos que se tornaram eternos, tipo pagar absurdos por horas extracurriculares e finalmente me formar.
E enquanto isso não acontecer, nem sair dessa cidade eu posso. E sabe o que eu abomino? Me sentir presa a algo ou alguém. Curitiba me sufoca e me impede de decidir se quero ir embora ou ficar. Então eu quero ir embora. E minha vida sempre foi assim. Eu quero o poder da escolha. Decidir e me ferrar, mas saber que fiz uma escolha.
Moraria até em Portugal e seria corintiana se soubesse que aquilo foi escolha minha.
"Can we fast-forward to go down on me?
Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
And I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here"
terça-feira, 21 de junho de 2011
Te pondré algunas velas para preguntarle a Dios cuando regresas
Ao longo de tantos anos eu aprendi a sofrer pelo fim de um relacionamento de forma que não doesse tanto, eu não chorasse tanto e logo o ferimento cicatrizasse. Não foi fácil e eu precisei de algumas tentativas para finalmente conseguir superar o fim o mais rápido possível e sem muitos traumas, passando a seguir a vida normalmente.
Também aprendi na prática a superar um sentimento não correspondido. Quando você gosta muito de alguém mas nem ao menos tem uma chance com a pessoa. Dói menos, porque vocês não têm história alguma, envolvimento físico algum, muito menos sentimental - da parte dele, óbvio. Não que seja mais fácil, ainda mais para quem, como eu, tem dificuldades em desistir de algo antes que tudo possa ser feito. Nesses casos, geralmente você desiste naturalmente, por encontrar outra pessoa que faça o sentimento por aquela deixar de existir. A dor, no caso, é mesmo durante o processo de gostar daquele alguém e ele não querer algo com você.
Mas o que eu não tinha aprendido ainda, e ninguém me ensinou, é a aliviar a dor quando você está bem com uma pessoa (na medida do possível) e a distância tira essa pessoa de você.
Quando estive nos Estados Unidos, passei por algo parecido a isso. Diversos amigos que eu passei a amar e ter na minha vida diariamente, em quatro meses, ficaram para trás e tantos outros voltaram para o Brasil, mas para cidades ou estados diferentes e desde então nunca mais os vi. Doeu pra caramba deixá-los em Phoenix ou me despedir quando eles vieram para o Brasil, mas era algo que eu já sabia que aconteceria, afinal a viagem tinha data para terminar. Chorei litros, mas não se compara ao que passo agora.
A dor de ver uma pessoa que você gosta não só como amigo, mas também como homem, ir embora é o pior sentimento desses três. Porque você não teve desentendimento algum com ele para que o que quer que existisse chegasse ao fim e ele te correspondia de alguma forma. Você teve momentos felizes enquanto estava com a pessoa e essa pessoa era uma das coisas que faziam você sorrir todos os dias. É difícil saber que você tem grandes chances de nunca mais vê-la, porque você jamais se preparou de verdade para essa situação. E mais que isso, você perde um dos amigos que mais gosta na vida, que mais faz você se divertir.
Como esquecer alguém com quem você tem tantas boas lembranças, em meio a algumas não tão boas assim? Como esquecer alguém que em quase um ano conseguiu um espaço na sua vida que você jamais imaginou?
Eu não me condeno por chorar a cada 10 minutos por lembrar do que está por vir. Não tenho vergonha por admitir que sinto por ele muito mais do que imaginei.
Acredito que vou sofrer mais do que sofri por qualquer outra pessoa e que o dia em que vou superar sua ausência está longe de chegar. Por mais que eu preencha minha vida com coisas diferentes e que ocupem grande parte do meu tempo, em qualquer momento do dia qualquer coisa vai me fazer lembrá-lo e de algo que vivemos juntos. Nem que seja uma notícia de que o time dele ganhou um jogo ou uma música do gênero musical que ele goste tocando em algum lugar.
*~*~*~*
Texto escrito há algumas semanas. E agora que o momento chegou e ele partiu, eu sei que o desespero maior não é pela saudade que vou sentir, porque pra distância dá-se um jeito. Não, o que me deixa angustiada é imaginar que provavelmente as coisas não voltarão a ser como antes, se um dia ele voltar. Ou então que eu posso esperar por uma data para visitá-lo e ele não sentir mais nada por mim. É isso que mais me faz chorar, embora não tê-lo por perto faz meu peito ficar apertado e eu me esforce ao máximo para conter as lágrimas que insistem em cair a qualquer hora do dia.
domingo, 5 de junho de 2011
Nothing lasts forever
Eu passei o dia todo com esse blog aberto, mas nada que eu escreva aqui vai conseguir expressar a dor que sinto neste momento, ao mesmo tempo em que tento me convencer de que assim é a vida e pessoas entram e saem dela com mais frequência do que estamos preparados para aguentar.
Em breve um post profundo e do fundo do coração, como todos os posts inspirados pela dor e pela tristeza.
Algo que eu sempre evitei colocar neste blog, mas que por algum motivo eu insisto em querer dividir com o mundo.
domingo, 27 de março de 2011
O eterno jogo do amor
Sabe, eu acho engraçado como sempre falamos sobre as regras do amor, para depois contestarmos, dizendo que essas fórmulas prontas não são regras, aliás, há diversas exceções. O amor é um assunto cheio de círculos viciosos. Tem essas regras que são exceções e voltam a ser regras, para depois voltarem a ser exceções e isso nunca acaba.
Aí tem aquilo de você querer um cara que não te quer, enquanto esse cara quer uma guria que não o quer. E essa guria pode até ter um namorado, mas há boas chances dela amá-lo mais do que ele a ama e ele com certeza, não necessariamente enquanto está com ela, vai querer uma guria que quer outro cara e isso vai se tornando uma enorme bola de neve.
Caindo novamente nas regras e exceções, isso não quer dizer que não é possível existir o amor mútuo. Aliás, sou uma entusiasta em se tratando do amor correspondido e graças aos exemplos que tenho na minha família, sei que isso pode sim existir e não é tão raro quanto imaginamos. Mas até você achar a pessoa certa, vai passar diversas vezes pelo papel de quem corre atrás ou corre da pessoa.
Falando ainda sobre o amor, esses dias vi em algum lugar que os relacionamentos modernos, baseados na independência das partes que formam o casal e nos casamentos que duram pouco, estão ficando cada vez mais comuns.
Isso assusta um pouco, porque você começa a se perguntar se um dia vai achar alguém com quem vai conseguir passar mais do que alguns anos casada. Ainda mais partindo do princípio que eu enjoo mais rápido que o normal dos relacionamentos e não sei até quando consigo dividir a vida com alguém. Mas aí volta de novo aquela história de que eu realmente acredito no amor e sei que no dia em que eu encontrar a pessoa certa, essas dúvidas não existirão e eu vou ter a certeza de que conseguirei passar o resto da vida com a pessoa.
Quando dizem frases do tipo "vamos beber porque amar está difícil", tem gente que acha exagero ou pensa que é brincadeira. Não que beber seja a melhor ideia, mas ultimamente amar está realmente difícil.
quarta-feira, 9 de março de 2011
De como as relações se desgastam
"Acho que nossa relação de uns anos para cá encheu de tanta erva daninha que, quanto a mim, pelo menos, já não dou conta desse matagal."
Não sou dessas fanáticas por Caio F. de Abreu. Mas também não sou o tipo de pessoa que deixa de admitir a genialidade de algumas frases dele apenas por culpa desses tais fanáticos. O cara tem umas sacadas ótimas no que se refere a relacionamento e do que já li dele, acredito que quase todos nós - se não todos - temos alguns parágrafos com os quais nos identificamos.
Essa é a coisa engraçada sobre relacionamentos: eles são muito parecidos. Ainda mais quando fracassam.
Mas ontem me surpreendi ao ler aquela frase ali em cima, porque ela provavelmente foi escrita pensando em um relacionamento amoroso fracassado, mas coube muito bem no momento que passo em uma amizade.
E aí você começa a ver que não, não é nada que aconteceu agora. É o que acontece há muito tempo e você se cega, ignora, porque amizade é isso aí, é aceitar o outro como ele é, com seus defeitos e qualidades.
Mas a partir do momento em que o outro não corresponde às suas expectativas, você começa a questionar muita coisa e de repente é como se saísse da caverna.
Tenho a impressão de que todo tipo de relacionamento acaba se desgastando. Até mesmo os familiares. E aí é questão de se afastar um pouco e pesar prós e contras, ver o quanto vale a pena continuar com aquilo.
Eu sinceramente não consigo decidir o que é melhor. No momento sei que o afastamento parcial vai ao menos preservar o que existe, mas já não é a amizade na sua forma mais pura há muito tempo. As ervas daninhas crescem de forma assombrosa e o matagal está aí.
Não sou dessas fanáticas por Caio F. de Abreu. Mas também não sou o tipo de pessoa que deixa de admitir a genialidade de algumas frases dele apenas por culpa desses tais fanáticos. O cara tem umas sacadas ótimas no que se refere a relacionamento e do que já li dele, acredito que quase todos nós - se não todos - temos alguns parágrafos com os quais nos identificamos.
Essa é a coisa engraçada sobre relacionamentos: eles são muito parecidos. Ainda mais quando fracassam.
Mas ontem me surpreendi ao ler aquela frase ali em cima, porque ela provavelmente foi escrita pensando em um relacionamento amoroso fracassado, mas coube muito bem no momento que passo em uma amizade.
E aí você começa a ver que não, não é nada que aconteceu agora. É o que acontece há muito tempo e você se cega, ignora, porque amizade é isso aí, é aceitar o outro como ele é, com seus defeitos e qualidades.
Mas a partir do momento em que o outro não corresponde às suas expectativas, você começa a questionar muita coisa e de repente é como se saísse da caverna.
Tenho a impressão de que todo tipo de relacionamento acaba se desgastando. Até mesmo os familiares. E aí é questão de se afastar um pouco e pesar prós e contras, ver o quanto vale a pena continuar com aquilo.
Eu sinceramente não consigo decidir o que é melhor. No momento sei que o afastamento parcial vai ao menos preservar o que existe, mas já não é a amizade na sua forma mais pura há muito tempo. As ervas daninhas crescem de forma assombrosa e o matagal está aí.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Coisas atemporais e outros assuntos
Passei semanas me sentindo culpada por não ter ideias ou paciência para atualizar esse blog, até que ontem concluí que isso era desnecessário.
Desnecessário porque o post abaixo está tão atual quanto no dia em que o escrevi.
Algumas coisas demoram para deixar de ser, evoluírem. E nem sempre isso é de toda forma ruim.
Mas não quero me alongar no assunto. Só quero dizer que depois daquele texto eu ainda agradeci muito à pessoa em questão e continuo agradecendo, por continuar surgindo nos momentos mais necessários e me mostrar que há sim esperança. =)
E esperança é uma das palavras que caracterizam 2011 para mim.
Esperança de que dessa vez o Palmeiras conquiste mais que o título do Paulista, porque exceto o título da Série B em 2003, não conquistamos nada mais expressivo do que o Estadual há quase 12 anos, quando fomos CAMPEÕES da LIBERTADORES.
Também espero retomar a empolgação com a Fórmula Um, que foi bem menor em 2010, sem o Kimi Raikkonen na categoria.
Fiz mais um milhão de resoluções, mas não cabem em um espaço tão público.
Por fim, espero retomar meus textos aqui, que não eram tão frequentes, mas ao menos eram.
Como a linha editorial desse blog costumou ser, continuarei tratando de assuntos aleatórios, que de alguma forma me interessem.
E let's get started que o primeiro mês do ano já se aproxima do fim!
Desnecessário porque o post abaixo está tão atual quanto no dia em que o escrevi.
Algumas coisas demoram para deixar de ser, evoluírem. E nem sempre isso é de toda forma ruim.
Mas não quero me alongar no assunto. Só quero dizer que depois daquele texto eu ainda agradeci muito à pessoa em questão e continuo agradecendo, por continuar surgindo nos momentos mais necessários e me mostrar que há sim esperança. =)
E esperança é uma das palavras que caracterizam 2011 para mim.
Esperança de que dessa vez o Palmeiras conquiste mais que o título do Paulista, porque exceto o título da Série B em 2003, não conquistamos nada mais expressivo do que o Estadual há quase 12 anos, quando fomos CAMPEÕES da LIBERTADORES.
Também espero retomar a empolgação com a Fórmula Um, que foi bem menor em 2010, sem o Kimi Raikkonen na categoria.
Fiz mais um milhão de resoluções, mas não cabem em um espaço tão público.
Por fim, espero retomar meus textos aqui, que não eram tão frequentes, mas ao menos eram.
Como a linha editorial desse blog costumou ser, continuarei tratando de assuntos aleatórios, que de alguma forma me interessem.
E let's get started que o primeiro mês do ano já se aproxima do fim!
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